O Sol hoje deu um ar da sua graça… IUPI!
“Maria Podemos levar os triciclos lá para fora?”… “Isso nem se pergunta Tomé! Toca a carregar os triciclos, a trotinete e o cavalinho para a rua e vão divertir-se. Mas cuidado para não se magoarem, nem aos amigos, e para não estragarem os brinquedos!”.
Lá foram cambaleando, entre risos e sorrisos, segurando os seus tesouros, um de cada lado, como se um chocolate gigante os esperasse lá fora!
Andaram, correram, caíram, riram…umas vezes amuaram, porque era preciso esperar que o/a amigo/a terminasse as suas voltas (pois não existe um brinquedo para cada um) outras riram às gargalhadas quando caíam ou atropelavam “acidentalmente” o meu pé… “Ai! Ó seus campeões de corridas, cuidado que o pé faz-me falta, depois como vou casar com o sapo neste estado?!” … risadas.
Tempo depois entrou-se e sentou-se no tapete fofinho… que cansados estavam, mas que alegres!
Para relaxarem, pensei em “animá-los”, literalmente, improvisando uma situação engraçada de dramatização espontânea… a história preparada para hoje teria que esperar outro dia menos ensolarado.
Sem lhes dizer uma palavra, trouxe a “malinha da pinturas e trico-larico, da Maria” e dirigi-me à casinha das bonecas.
Então comecei a cantarolar e a enfeitar-me com colares, malas, e lenços, e a usar maquilhagem que, entretanto, fui tirando da mala… como se estivesse sozinha.
Eles riam, riam e chamavam por mim, mas eu não respondi. Depois de estar “exageradamente afeminada” peguei na malinha cor-de-rosa e fui ligar o rádio e comecei a dançar e a rodopiar… e eles riam, riam e chamavam por mim, e eu nada.
Entretanto o João Pedro, o mais doce e reguila do grupo, levantou-se usando a desculpa que PRECISAVA MESMO ir buscar algo à sua mochila...
Aproveitei a deixa e virei-me para ele e Gritei “Ahhhhhhhhhh mas tu estás aqui João?”… risada geral!
Olhando em volta dei mais um grito histérico… já não era risada geral, já parecia uma risada de um gigante maluco.
“Mas o que estão aqui a fazer miúdos? Já são seis mil horas da tarde, porque não foram para casa?”, virei-me para o grupo… “Juju e Lara, porque não foram com a mamã Vera? Inês, porque não foi com a avó Céu? Meninos porque não foram na carrinha da Junta de Freguesia? E você Joaquim, a mãe não o levou porquê?” … as crianças riam às gargalhadas e ripostavam “Nem chegámos a ir, Maria, ainda não saímos!”
“ Ah, eu pensava que estava sozinha!”.
“Maria, estás toda pintada e tens os colares da casinha”
“Euuuuuuuuuuuuuuu????????? Não estou nada, não tenho nada!”
“Estás, estás!”
“Não estou nada, ó Tomé, olha bem perto e diz-me se estou mesmo pintada?”
“Ora estás toda pintada Maria!”
“Mais perto, vê mais perto e vê se estou mesmo pintada!”
Quando ele se aproximou, tirei lápis preto e fiz-lhe um bigode… risos.
“Olha, tu é que tens um bigode de mosqueteiro, Tomé!”…um grande riso
“Xim, também quero uma mosca no queixo”… risada geral.
“Oh Mariana, vem cá espreitar se estou mesmo pintada”
A menina veio e ao aproximar-se mais eu tirei um batom da malinha e pintei-lhe os lábios…risos.
“Ah, tens os lábios cor-de-rosa e um coração na bochecha”… e desenhei um coração.
E assim fui “correndo” as crianças, pintando lábios, bigodes, palas de pirata, borboletas. Até que, do nada, já eram horas de vestir os casacos e segurar a mochila para sair…vestiram os casacos com tanto cuidado para não estragar a pintura que mais pareciam ter um bebé recém-nascido na cara e não um simples toque de cor, tão engraçados!
Foi um momento muito descontraído e alegre, senti os seus risos doces como uma forma de relaxamento e diversão, depois do longo dia que tiveram no jardim-de-infância.
As AAAF (Actividades de Animação e Apoio à Família) devem ser, acima de tudo, momentos descontraídos onde as crianças possam relaxar!
1 comentário:
Nada melhor do que um belo dia de sol de Inverno para libertar a nossa imaginação! Tenho a certeza que adoraram.
Beijinhos
Raquel Palma
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